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Síndrome de Burnout: entenda o que é e como evitá-la nas empresas

13 ago 2019

Síndrome de Burnout: entenda o que é e como evitá-la nas empresas

A síndrome de Burnout é a grande vilã da produtividade e desenvolvimento profissional. Segundo um estudo feito pela Gallup com 7.500 funcionários, 67% deles relataram ter os sintomas da doença. Essas pessoas são mais propícias a ficarem ausentes, comprometendo as metas de desempenho da organização.

Neste artigo, vamos apresentar uma visão geral sobre isso, mostrando quais os impactos desse problema para a empresa. Dessa maneira, é possível criar medidas corretivas e preventivas para lidar com esse desafio, tão presente dentro das equipes. Então, acompanhe!

O que é síndrome de Burnout?

Burnout é um distúrbio psíquico que foi mencionado pela primeira vez em 1974 pelo Dr Freudenberger. Também conhecido como síndrome do esgotamento profissional, foi reconhecido como doença em 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sob o ICD-10.

Entretanto, foi em 2019 que passou a ser definido como doença do trabalho pelo ICD-11, com o conceito de ser “resultante do estresse crônico no exercício da profissão que não foi gerenciado com sucesso”. O termo “burnout” significa “queimar até o fim” e define com clareza esse estado de exaustão profunda sofrida pelo trabalhador.

O que causa a síndrome de Burnout?

A doença é identificada principalmente em profissionais que se dedicam ao extremo para proporcionar resultados, porém, sente-se frustrados por suas expectativas não serem correspondidas. Em geral, isso acontece de forma silenciosa, mas é mais comum do que muitos imaginam.

Segundo um estudo feito pelo International Stress Management Association (ISMA), 72% das pessoas se sentem infelizes no trabalho. Deste número, 89% são por falta de reconhecimento, 78% porque se sentem sobrecarregadas e 63% têm problemas de relacionamento interpessoal.

Ainda de acordo com ISMA, estima-se que 32% das pessoas sofrem da síndrome, contudo, nem sempre têm ciência disso. Isso pode acontecer pela falta de envolvimento da empresa com questões relacionadas aos hábitos de saúde e bem-estar. Assim, não percebem esses sintomas. Inclusive, é sobre isso que falaremos agora.

Quais são os sintomas desse problema?

De acordo com a OMS, esse esgotamento é diagnosticado por 3 dimensões:

  • exaustão emocional do colaborador, na tentativa de se esforçar ainda mais;
  • sentimento de perda após exigências negativas da empresa em relação ao seu desempenho;
  • baixa estima.

Entretanto, nem sempre o colaborador consegue perceber esses sinais, por se tratar de um diagnóstico feito por profissionais da área da saúde, como médico do trabalho, psicólogos e psiquiatras. Mas, o apoio de amigos, familiares e líderes podem colaborar na identificação dos sintomas:

  • fadiga, tanto física quanto mental;
  • fortes dores de cabeça;
  • perda ou aumento do apetite;
  • dores por todo o corpo;
  • pressão arterial alta;
  • batimentos cardíacos acelerados;
  • refluxos e constipações;
  • exagero no uso de estimulantes, como café, refrigerante e cigarro;
  • isolamento;
  • dificuldades de dormir;
  • falta de concentração;
  • variações no humor;
  • sensações negativas constantes, como insegurança e derrotismo.

Afinal, quais são os impactos da síndrome para a empresa?

O absenteísmo é um dos maiores indicadores de insatisfação nas empresas. Claro, não significa que toda ausência do colaborador é decorrente da síndrome de Burnout. Contudo, é importante medir a recorrência e os motivos que levam esses afastamentos, sejam atrasos, saídas antecipadas, ou sejam faltas, ainda que justificadas.

O alto índice de absenteísmo traz sérios impactos na produtividade, prejudicando o alcance dos resultados e, por consequência, acarretando perdas financeiras. Mas, não é apenas esse indicador que precisa ser analisado. O presenteísmo também pode sinalizar os mesmos problemas, uma vez que o colaborador está presente no físico, mas ausente mentalmente.

O Burnout é uma síndrome que tem acometido diversas pessoas em estado de exaustão no trabalho. O tratamento é clínico e, por esse motivo, é fundamental que as organizações invistam em práticas de medicina ocupacional. Realizar atividades físicas e investir no lazer também são algumas recomendações médicas.

Tudo isso requer medidas emergentes dentro da empresa para prevenção da saúde mental. A maneira mais eficiente de prevenir a síndrome de Burnout é investir em ações de RH para estimular o equilíbrio entre trabalho e lazer, promovendo mais qualidade de vida para os colaboradores.

Percebe como os problemas de saúde afetam a produtividade do trabalhador? Então, continue aprofundando no assunto e sabia mais sobre estresse no trabalho!